Educando com Amor...

12 de ago. de 2020

A curiosidade atuando no processo de aprendizagem

 Uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, realizou uma série de experimentos para descobrir o que acontece no cérebro quando a curiosidade é despertada. Ao final, a pesquisa revelou dois importantes achados: a curiosidade prepara o cérebro para a aprendizagem e torna a aprendizagem subsequente mais gratificante. Ou seja, a curiosidade está intimamente ligada com o processo de aprendizagem das crianças, pois, além de preparar o cérebro, também pode tornar o aprendizado uma experiência mais prazerosa e efetiva.

Como aguçar a curiosidade das crianças?

Sabendo disso, não nos restam dúvidas da importância de aguçar ainda mais a curiosidade de nossos pequenos, não é? Como isso não precisa acontecer apenas na escola – pelo contrário, pode acontecer no dia a dia das crianças – reunimos aqui 4 maneiras de despertar a curiosidade do seu pequeno. Confira:

1. Brincadeiras ao ar livre

Enquanto brinca livremente a criança cria, organiza seu mundo, aprende coisas novas e memoriza o que já aprendeu, elabora e ressignifica experiências já vividas. Através do faz de conta, a criança pode se ver desempenhando vários papéis, brinca de ser… enquanto constrói quem ela é. Além disso, brincar pode ajudar a desenvolver habilidades psicomotoras e cognitivas, e ajudar na socialização das crianças. 

2. Contato com a arte

A arte é fundamental para que nos coloquemos no mundo enquanto

sujeitos, expressando nossas subjetividades, habilidades e individualidades. Pensando nisso, não nos resta dúvidas quanto a importância da arte na infância. Afinal, é durante os primeiros anos de vida que os os pequenos descobrem seu próprio modo de conhecer e ser, além de suas habilidades cognitivas individuais. 

3. Cozinhando em família

Cozinhando com os pequenos, você desperta o gosto pela culinária, estimula uma alimentação mais saudável, ensina noções de química, responsabilidade, higiene, cuidado, autonomia e respeito ao próximo, e, de quebra, compartilhar deliciosos e divertidos momentos! Além disso, a brincadeira de fazer comidinha é uma prática comum entre crianças de diferentes lugares, culturas e gerações, sendo um dos primeiros caminhos, pelos quais os pequenos entram no mundo da brincadeira simbólica.

4. Perguntas e respostas

Desafios e jogos de perguntas e respostas para crianças são os preferidos dos pequenos que já estão em idade escolar, especialmente a partir dos 6 anos, quando noções de regras estão em pleno desenvolvimento. Além de ser um jogo super divertido – até mesmo para nós, adultos – ao se depararem com uma questão que lhes chamem mais a atenção, os pequenos podem buscar por si mesmos a ampliação destes conceitos pelos meios que tiverem acesso, seja pela internet, pelos livros, ou por meio de uma boa conversa.

Referências:  Texto retirado do Blog da Leiturinha , site leiturinha.com.br. Disponível em https://leiturinha.com.br/blog/por-que-a-curiosidade-melhora-o-processo-de-aprendizagem/ 

10 de ago. de 2020

Como os pais podem estimular o desenvolvimento dos filhos?

  •  Os pais têm um papel fundamental no desenvolvimento dos filhos

Muitos pais sentem dificuldades de encontrar o limite entre cuidar e superproteger os filhos. Desde a gestação, a maioria dos pais se preocupa com o desenvolvimento físico, mental, emocional e social da criança, mas o equilíbrio é a medida certa para que as coisas sigam seu curso natural.

No início da vida dos filhos, os pais precisam fazer muitas coisas por elespara garantir-lhes a sobrevivência, mas permitir pequenas ações de independência ajuda-os a vencer na vida futura. Elas precisam aprender a cuidar de si, para depois também cuidar do outro. A aprendizagem acontece pelos exemplos e estímulos dos pais.

Como os pais podem estimular o desenvolvimento dos filhos

Para buscar e estimular uma atitude de autonomia, os pais precisam observar o ritmo de cada um com relação à independência, mas se as crianças não buscam isso ou se buscam em excesso, com certeza precisam de uma verificação. Acredite: as crianças deixam fraldas, mamadeiras e chupetas mesmo que os pais queiram ou não; a atitude dos progenitores pode contribuir para que seja na forma e no tempo corretos.

Não podemos definir a idade, mas em torno de dois anos podem ser delegadas tarefas dentro de casa, aumentando a complexidade diante das respostas das crianças. Um fator importante nessa delegação é colocar limites para que os filhos não mandem nos  pais em vez de obedecer-lhes.

 

Capacidade cognitiva

Uma pesquisa na Pensilvânia mostrou que as crianças que tinham o QI mais alto tiveram brinquedos para se divertir, livros para aprender e atenção dos pais para se sentirem amadas. Os pais também cooperam com o desenvolvimento mental quando cuidam da alimentação dos filhos, porque isso ajuda a aumentar a capacidade cognitiva delas.

Desenvolvimento emocional

Os pais têm papel fundamental no desenvolvimento emocional das crianças, pois elas precisam de amor e carinho para desenvolver sua capacidade afetiva e de diálogo para melhorar a linguagem e brincar para aumentar a capacidade de imaginação.

No que diz respeito ao desenvolvimento neurológico, principalmente o andar e falar, o apoio emocional e a contratação de profissional especializado, quando necessário, ajuda a superar barreiras ou evitá-las. Ofereça estímulos, mas respeite os limites de cada um.

Desenvolvimento escolar 

Com relação ao desenvolvimento escolar, os pais podem ajudar quando verificam as lições diariamente, dialogam sobre o que acontece na escola, cooperam nos deveres de casa sem fazer por eles, participam das reuniões para saber a opinião dos professores, apoiam no estudo para as provas, procuram um professor particular quando as dificuldades são maiores que a capacidade da criança. Para um bom desempenho escolar, é preciso disciplina, portanto, as crianças precisam ter horário de estudo, não faltar às aulas sem motivo real entre outras coisas.

Desenvolvimento social

O desenvolvimento social é fator de sucesso na futura carreira e convivência dessas crianças com outras pessoas; portanto, elas precisam aprender a interagir, relacionar-se e comunicar-se. Os pais contribuem quando motivam as crianças a expressar sentimentos, ideias e sensações.

Por maiores que sejam as suas expectativas, não se deixem dominar por tabelas que indiquem níveis para maturidade física, mental e emocional das crianças, pois a maioria alcançará o desenvolvimento desejado se puder contar com o carinho dos pais e os estímulos da aprendizagem.

Fonte:

https://formacao.cancaonova.com/familia/pais-e-filhos/como-os-pais-podem-estimular-o-desenvolvimento-dos-filhos/

29 de jul. de 2020

Brincadeira do faz de conta.

Inventar histórias, situações e personagens ajuda no desenvolvimento da criatividade e do pensamento infantil.

Inventar histórias, situações e personagens ajuda no desenvolvimento da criatividade e do pensamento infantil.
Você se lembra da Princesa Hot Dog? A pequena Ainsley, de apenas 6 anos, levou a internet à loucura este ano quando compareceu ao Dia da Princesa vestida de cachorro-quente. Entre Cinderelas e Belas Adormecidas, a menininha roubou a cena e virou sensação no evento organizado por uma escola de dança, nos Estados Unidos.
Nas redes sociais, o pai da garota se pronunciou orgulhoso, dizendo que tudo foi ideia da própria Ainsley. De acordo com Maria Regina Brencht Albertini, professora da área de psicopatologia infantil da Universidade Presbiteriana Mackenzie, é por volta dos 3 anos de idade que as crianças começam a explorar o universo da fantasia.
“É nessa fase que elas começam a diferenciar o mundo externo e o interno, assumindo um maior controle de seus sentimentos. As histórias são muito importantes, pois ajudam os pequenos a dominar seus principais medos e assombros”, explica a especialista. Por isso, a brincadeira do faz de conta é algo a ser estimulado, e não repreendido pelos pais. Eles são aconselhados a convidar seus filhos a contar histórias, ajudando no desenvolvimento e na organização do pensamento. “As crianças devem ser ativas nesse processo, não apenas ouvintes. O mundo da fantasia também auxilia no ambiente escolar. Elas ganham uma noção de início, meio e fim, passado, presente e futuro”, ressalta Maria Regina.
Ler histórias, cantar, desenhar, se fantasiar. Confira algumas ideias que você pode colocar em prática junto com o seu filho para desenvolver esse universo de magia e, consequentemente, o aprendizado do pequeno.
Resgate sua criança interior
Segundo a professora de psicopatologia infantil, uma atitude muito importante é que os pais busquem a sua própria capacidade de brincar. Isso não significa que o adulto deve se infantilizar, mas brincar junto. Ter leveza na rotina do dia a dia e buscar contato com atividades que lhe ofereçam prazer são atitudes que ajudam nesse processo.
Cante cantigas de ninar
Eis uma ótima maneira de introduzi-los no mundo da fantasia ainda pequenos. “São histórias que ajudam na compreensão do medo, ao mesmo tempo em que reforçam o sentimento de proteção das crianças”, diz Maria Regina.
Apresente finais não tão felizes
Em geral, os contos de fadas terminam com o clássico “e viveram felizes para sempre”. Quebre o padrão de final feliz, seja com livros, filmes ou histórias inventadas por você.
Promova o bate-papo
A partir dos 4 anos de idade, a criança já possui total capacidade para dizer aquilo que sente, pensa e deseja, utilizando frases completas, com clareza. É papel do pai e da mãe estimular essa comunicação, fazendo perguntas que promovam a curiosidade e estimulem o raciocínio. Mas lembre: além de perguntar, a família deve escutar o que a criança responde.
Deixe seu filho criar
Também por volta dos 4 anos, os pequenos já realizam movimentos mais complexos, como os necessários para segurar lápis e canetinha. Além de estimular a coordenação motora e a criatividade, colorir e desenhar são atividades importantes para facilitar o processo de alfabetização.
Deixe-as vestir fantasias
Na infância, é muito importante que as crianças tenham abertura para experimentar diferentes papéis. As fantasias de princesas, super-heróis, hot dogs ou qualquer outro personagem oferecem essa possibilidade. “Quando o pequeno coloca essa roupa, ele se torna aquilo. Mas aos poucos ele aprende a diferenciar, e descobre que não é”, ressalta Maria Regina. Isso ajuda a criança a compreender o que se passa a sua volta e contribui para a construção da personalidade.
Fantasiados com segurança e conforto
– Certifique-se de que a fantasia não tenha acessórios pequenos, que possam acabar engolidos por acidente.
– Garanta que o tamanho das capas fique um pouco acima dos pés das crianças, para evitar tropeços e tombos.
– Procure alternativas aos acessórios de plástico, como espadas e coroas. Uma boa opção são aqueles feitos de feltro, que são muito mais confortáveis.
– Dispense os tecidos sintéticos, que, além de pinicar, podem causar irritações e dermatites. Os modelos feitos de algodão são os mais indicados, pois dão liberdade aos movimentos e deixam a pele respirar.
– Lembre-se de que, assim como qualquer outra peça, a fantasia deve ser lavada antes de ser vestida pela primeira vez.
– Lave as fantasias com produtos especializados, que evitam possíveis irritações, pois a pele dos pequenos é mais delicada. Hoje já existem alternativas modernas no mercado, que substituem o antigo sabão de coco.

Fonte:
https://revistacrescer.globo.com/Primeiras-Descobertas/noticia/2016/12/importancia-do-faz-de-conta.html 

6 de jul. de 2020

Por que as obras de Ivan Cruz não tem rosto?

  
Ao  utilizar suas obras para  o Projeto educativo "Brincar e criar com as obras de Ivan Cruz" , logo vieram perguntas dos pais e das crianças: Por quê as obras não tem rosto? Eu achei ótimo as observações e curiosidades, oportunizou falar mais do artista e suas obras.
Vamos a resposta: Ivan Cruz fez o formato do rosto de uma forma aberta para cada um ver a feição do jeito que quiser, podendo usar a imaginação, emoção e a criatividade. Então, cada um ao ver suas obras,  podem definir a feição que desejarem! 
Ivan Cruz não se preocupou com a forma nas pinturas e sim com o movimento. Ele retrata crianças brincando de várias maneiras e sem rosto. Todas as brincadeiras da série "Brincadeiras de criança", ele brincou em sua infância. 

O vídeo acima, está disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=tz1vUetSeSg 

5 de jul. de 2020

A importância de contar histórias para seu filho

Você tem contado histórias para o seu filho?

Pesquisas apontam que ouvir histórias proporciona inúmeros benefícios para o desenvolvimento infantil, principalmente na fase de 0 a 5 anos. Se estimulada na infância, a leitura vira um hábito para a vida adulta.

Comece a ler para o seu filho desde a fase de bebê

Crianças que ouvem histórias desde a fase de bebê aprendem a se concentrar, melhoram o raciocínio e aumentam a capacidade de compreensão do mundo. Fora o enriquecimento do vocabulário, pois quanto mais você conta histórias, mais palavras o seu filho aprende e maior será a facilidade dele em se expressar.

Contar histórias para o seu filho é um ato de amor

Através da leitura de histórias você estimula a imaginação, criatividade, curiosidade, linguagem, escrita, desenvolvimento e sensibilidade para artes e cultura.

Relação de pais e filhos mais forte através da leitura 

A criança se sente o foco da atenção e do afeto do adulto enquanto ele conta uma história, essa sensação fortalece ainda mais a relação de pais e filhos. O desenvolvimento emocional também é trabalhado nesse momento. Além de proporcionar o sentimento de empatia, o que facilita ainda mais o relacionamento da criança com outras pessoas.

Praticada antes de dormir, a leitura pode acalmar e até facilitar a rotina de sono do seu filho.

Conte histórias para o seu filho em todas as fases da infância

Além dos benefícios que apresentamos aqui, a leitura facilita a interpretação de textos e ajuda em um bom desempenho escolar.

Você já viu que não falta motivos para contar histórias para o seu filho, faça da leitura um hábito.

Leitura é amor!

Gostou do texto? Compartilhe nas suas redes sociais para que outros conheçam a importância de contar histórias para os filhos.

Fonte: 

Abaixo, um vídeo com dicas maravilhosas  para você conseguir prender atenção de seu filho para a história e poder se divertir juntos.

28 de jun. de 2020

Por que rasgar papel? Atividade faz parte do Projeto Brincar e Criar.

Por que a criança deve rasgar papel?
O desenvolvimento da motricidade, em especial dos pequenos músculos, pode
ser desenvolvido e aprimorado diariamente de diversas formas, e algumas
dessas formas são bem simples e práticas. Muitas vezes temos ferramentas
muito proveitosas ao nosso alcance e não sabemos. As revistas entram nesse rol
de ferramentas que as crianças adoram!
Trabalhar movimentos de rasgar desde os primeiros anos de vida contribui e
muito para a futura aquisição da escrita. Estimular os músculos das mãos
garante que a criança tenha mais facilidade em realizar os movimentos
necessários para se desenvolver integralmente no momento em que for
aprender a escrever.

Então vamos lá? Importante: Não ofereça a tesoura para a criança! 
- Procurar nas revistas, panfletos, etc, imagens de crianças brincado e
rasgue ao redor da imagem.
- Ajude a criança para que ela não rasgue ao meio a imagem encontrada.
- Deixe a criança usar a cola, apenas oriente para que faça pequenos pingos no verso da imagem.
- Cole pelo menos 3 imagens no papel sulfite ou papelão. Quanto mais imagens, melhor.
- Faça a foto com a criança segurando o painel que montou. 
- Colocar a foto como  anexo da atividade no sistema de aulas online.

22 de jun. de 2020

A importância das palavras

PEQUENO TRATADO SOBRE A IMPORTÂNCIA DAS PALAVRAS – FIQUE ATENTO AO PODER DAS PALAVRAS

Importância das palavras – este pequeno tratado é uma reflexão importante para este momento de convívio familiar intenso. A comunicação não violenta deve ser uma prática constante  para a saúde dos relacionamentos.

PEQUENO TRATADO SOBRE A IMPORTÂNCIA DAS PALAVRAS

Palavra criadora 

 Acredite no extraordinário poder das palavras                  

Quando bem ditas

São bálsamo para a alma

Trazem vigor, renovação, esperança 

Palavras penetram, transformam, curam

Como sementes se espalham pelo chão e florescem

Como espada afiada, ferem 

As palavras  mal ditas

São como vômito azedo a golfar da boca dos homens

Gerando destruição 

Palavras são poderosas

Produzem vida, mas também  morte

Podem edificar, criar pontes de amor

Ou erguer muros de Berlim 

Palavras abraçam, acolhem, aquecem

Distanciam, repelem, congelam 

Dá- nos palavras profundas

Para que a alma saboreie suas pausas

E alcance grandezas!

 21 FRASES QUE NÃO DEVEMOS DIZER PARA AS CRIANÇAS

  1.  Não chora que passa.
  2. Não chora, não doeu nada.
  3. Anda logo.
  4. Não é nada.
  5. Deixa de inventar moda menino!
  6. Prá que tanta pergunta menina?
  7. Se você fizer isto…
  8.  Se você não obedecer…
  9. Assim você vai cair…você vai escorregar, tropeçar…eu te disse!
  10. Não é assim que se faz.
  11. Eu já falei, eu já expliquei, você não aprende.
  12.  Eu não disse? Bem feito!
  13. Está chorando por isto?
  14. Você não vai conseguir fazer sozinho.
  15. Pára quieta um pouco menina!
  16. Olha o que você aprontou!
  17. Sem choro, não quero ouvir mais nem um piu!
  18. Deixa de ser curioso menino!
  19. Isso não é da sua conta menina!
  20. Porque sim.
  21. Porque não.

Fique atento ao poder das palavras. Essas são frases que negam os sentimentos da

criança, que não respeitam o que ela é – um ser curioso, que aprende pela experiência, que se desenvolve pelo movimento, que vive a imaginar, a criar mundos fantásticos e que está conhecendo o mundo.

Ameaças e chantagens não são saudáveis. Podem parecer  meios de controlar a criança, mas são, na verdade, maneiras de domar o  comportamento infantil, e domar não é educar.

Educar requer afeto, escuta atenta e paciência. Educar exige empatia. Se a criança estiver chorando, pergunte o motivo do choro e ajude-a  a manter a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.

 O que devemos desenvolver para exercer a parentalidade consciente?

Converse com a criança. Não diga apenas não, ou porque sim. Os porquês são importantes para a construção de uma relação afetuosa entre pais e filhos.

Lembre-se, seu filho imitará seu jeito de viver. A criança imita o que vê ao seu redor. Ela capta o que percebe do espaço físico, as ações das pessoas com quem convive e até mesmo seus sentimentos.  Tudo o que fazemos, sentimos e falamos é assimilado pela criança e copiado por ela. Se gritamos, se falamos palavrões, se perdemos a paciência, ficará difícil exigir que a criança faça diferente.

Por isso é tão importante refletirmos sobre nossos atos, sentimentos, e a importância das palavras no dia a dia. Nossas atitudes são aprendidas pelos filhos e são como espelho. O princípio da educação da criança deve ser o autoconhecimento e a autoeducação do adulto.

Este período de quarentena devido a COVID-19, expôs toda a fragilidade das relações humanas e a vulnerabilidade da infância no seio familiar. Em casa, juntos, 24 horas convivendo, os nervos parecem estar a flor da pele e a agressividade exacerbada.

As crianças, isoladas em ambientes hostis, estão ameaçadas no espaço que deveria ser acolhimento e proteção. O que podemos fazer? É hora de escutar a criança.

Janusz Korczak, pediatra e educador (1878-1942), profundo conhecedor da alma da criança, advertia aos que se declaravam cansados do convívio com crianças dizendo:

– Vocês dizem ainda: “Cansa-nos porque precisamos descer ao seu nível de compreensão”. Descer. Rebaixar-se, inclinar-se, ficar curvado. Estão equivocados. Não é isso o que nos cansa, e sim o fato de termos de elevar-nos até alcançar o nível de sentimentos das crianças. Elevar-nos, subir, ficar nas pontas dos pés, estender a mão. Para não machucá-las”.

Vamos refletir sobre o significado e a importância das palavras, sobre a entonação e o volume da nossa voz, e como tudo isso chega as crianças? Que tal experimentar criar um ambiente de mais leveza e harmonia em que a criança possa ser escutada, respeitada e aceita?

Abraço carinhoso/Ana Lúcia Machado

Referência: Texto acima foi retirado do site: http://www.educandotudomuda.com.br/pequeno-tratado-sobre-a-importancia-das-palavras/

14 de mai. de 2020

Três atitudes simples para criar filhos honestos.

Psicólogos de Harvard revelam
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O melhor que podemos fazer pelo mundo é educar nossos filhos para que sejam boas pessoas e façam a diferença. A primeira qualidade de um bom coração é a honestidade. Essa qualidade é tão importante que Rick Weissbourd, co-diretor de Making Caring Common e professor assistente da Harvard Graduate School of Education estudou incansavelmente, junto a sua equipe, a forma mais eficaz de desenvolver esta característica nos pequenos. Ele enumerou 3 sugestões inteligentes para aplicar na educação dos filhos. Antes de explicar as dicas o especialista alerta que é muito importante os pais “não surtarem” quando os filhos disserem algo desonesto. As crianças estão aprendendo e também são humanas, tem o total direito de cometer erros.

1. Incentive a honestidade
Com certeza não é uma surpresa que, para educar alguém honesto, incentivar a honestidade é o primeiro passo. Mas existe uma lição importante e menos óbvia nesta dica: Os pais também precisam ser honestos com os filhos explicando que, às vezes, mentir por uma boa razão ou não dizer toda a verdade pode ser necessário.
Rick explicou que, primeiro, os pais devem conversar com o filho(a) sobre a importância de dizer a verdade e como ser sincero é bom para a sociedade e para si mesmo: se a criança quer que seus amigos e familiares confiem e acreditem nela, é preciso ser honesta todo o tempo, mesmo quando é difícil. Os pais também devem prometer ser honestos com o filho e construir uma relação de confiança.
Dar um exemplo pessoal é uma forma eficaz de fazer os filhos entenderem como mentir é ruim: conte aos pequenos uma ocasião constrangedora aonde você foi pego mentindo ou as consequências difíceis de alguma mentira que você contou. Seu filho deve saber que, mesmo cometendo um erro, ele deve chegar até você com a verdade, em vez de tentar encobrir suas ações mentindo.
Os pais também precisam ser verdadeiros ao ensinar mostrando que, às vezes, uma mentirinha branca é necessária. Principalmente quando os sentimentos de alguém ou a própria segurança entram em jogo:
Se um estranho pede informações pessoais ao seu filho, se ganhar um presente que ele não goste, se alguém está contando uma história que ele ache chata, se ele sabe a verdade sobre o Papai Noel mas seus amigos ou irmãos não…São bons exemplos onde a mentira é necessária.

2. Seja um bom exemplo
Já diz a sabedoria popular: nada fala mais alto que o exemplo. Ou seja, nada do que você disser vai ser mais impactante na cabeça de uma criança do que o comportamento que ela vê em suas ações. E as preciosas lições aprendidas quando muito jovens, são as mais poderosas na mente.
“Nós não podemos dizer aos nossos filhos para serem honestos e, em seguida, enfraquecer isso, fazendo o que muitos de nós fazemos, contando mentiras ou exagerando a verdade para eles”, diz Rick.
Fique atento para não aplicar a famosa “moral de cuecas”, tenha auto crítica para perceber se você está ou não totalmente de acordo com o comportamento que você está exigindo de suas crianças.
Por exemplo: Se você mente a idade de seus filhos no cinema para pagar menos, essa atitude será mais poderosa do que qualquer explicação. Com certeza vale mais a pena pagar o valor do ingresso corretamente e criar um valioso exemplo de honestidade que as crianças jamais esquecerão.

3. Louve a honestidade

Você explicou o valor da verdade a seus filhos e está transmitindo um exemplo poderoso de sinceridade? Então, lembre de elogiar as crianças por serem sinceras, principalmente quando você sabe que pode ter sido difícil para elas.
“Às vezes, ser honesto é realmente difícil para eles – é preciso muita coragem. E precisamos valorizar essa coragem.”
Cada vez que você elogia seu filho está dando um retorno positivo e uma reputação para ele. E é natural que a criança se sinta bem com este reconhecimento e se esforce para manter o status de honesto.
Nunca esqueça que os pequenos possuem o ardente desejo de ser motivo de orgulho para seus pais.

De: PopSugar Harvard Graduate School of Education